Era um quarto simples, envolto em papel de parede repleto de singelas rosas cor-de-rosa e piu-pius amarelos, no centro do aposento uma cama aconchegante e um convite. Deito devagar sobre o lençol branquinho, cheirando a maciante secado ao sol, travesseiro macio, onde repousei sentindo-me livre, leve e solta. O cheiro das rosas me entorpecem, tão agradável seu perfume, e os olhares dos piu-pius amarelinhos a me instigar : _ Feche os olhos, e vôeeeee.....
Obedeci, fechei e voei, para o mais alto que pude, nem minha fobia a altura impediu de ficar lá de cima, olhando o quarto se distanciar cada vez mais e ir sumindo, sumindo... Até que lá em cima, me deparei com o "sonho, aquele que tenho todas as noites, depois de orar agradecendo o dia abençoado que tive. Apesar dos pesares, agradeçamos, sempre!
E "ele, bem ali a minha frente, tão nítido quanto esta luz do dia, a me oferecer um presente. Peguei com delicadeza aquela caixa pequenina, envolta com papel igual ao papel de parede que me levou a esta viagem, também dele saia o perfume das rosas, e os olhares dos piu-pius, me instigando novamente : _ Abra, abra logoooo.....
Abri o laço de fita devagar e ao levantar a tampa, a surpresa. Uma rosa branca, que abriu suas pétalas em um doce sorriso, e se pôs a cantar. Uma canção tão bela, que nem pude acreditar, me levando num embalo delicioso até o quarto, onde acordei depois deste sonho maravilhoso, e até hoje, me pego a cantar ^^
San
27 Abril 2011